Pontos de Reflexão

Quando a resiliência virou um trunfo no mercado corporativo?

Resiliência é, por definição, a capacidade que alguns corpos têm de voltar ao seu estado inicial após submetidos a uma força externa. E um bom exemplo disso é o elástico, pois, por mais que você o estique, ao soltá-lo, ele sempre voltará ao seu formato original.

E por combinar elasticidade e resistência o termo resiliência, que nasceu na física, passou a fazer parte do nosso vocabulário cotidiano como um sinônimo da persistência e determinação humanas.

Hoje, grande parte das empresas vê a resiliência como uma das mais importantes qualidades para os seus funcionários, pois ela é o combustível que move as pessoas adiante.

Mas, isto nem sempre foi assim. Muitas corporações nasceram e cresceram preocupadas, apenas, com os seus resultados. Funcionários eram tidos como engrenagens que precisavam rodar de modo constante e eficaz. As que emperravam, eram substituídas.

Chegou um momento, entretanto, em que aquela grande máquina corporativa começou a dar sinais de saturação e a passar mais tempo em manutenção do que em funcionando. Os motivos eram claros. Notava-se um crescente número de faltas, de atestados médicos, de problemas de saúde, de concentração, de comportamento. Muitos culminaram em pedidos de demissão. Havia um esgotamento mental e algo precisava ser feito. Nascia ali, um novo termo a se considerar, um novo item a se cuidar: a saúde mental.

Percebeu-se que funcionários mais conscientes dos seus ciclos de vida, mais alinhados aos seus propósitos, sendo tratados de maneira individual e tendo as suas necessidades e peculiaridades atendidas eram muito mais felizes. E assim sendo, tornariam-se, naturalmente, mais fortes, determinados e aguerridos, alicerces da resiliência.

Esta nova consciência, resultou em um ambiente de trabalho muito mais saudável, participativo e eficiente, o que proporcionou as empresas resultados ainda mais expressivos. Tivessem elas sabido disso antes!

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Engenheiro, formado pelo Mackenzie, com especializações em marketing e negócios nos EUA e Inglaterra e MBA em varejo pela USP.